Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Na calada da noite

Ontem já era tarde da noite, cerca de onze horas, quando eu voltava pra casa depois de uma cervejinha com minha grande amiga Ju Maian em um boteco na região do Baixo Augusta. Desci na estação Vila Madalena do Metrô e, devido ao horário e meu estado etílico, resolvi fazer algo que raramente faço: tomar um ônibus ao invés de caminhar até meu prédio.

Dei sorte. O ônibus já estava com o motor ligado, pronto pra sair. Subi nele, passei a catraca e sentei em um banco logo após o cobrador, do lado direito. No lado oposto ao corredor, estava sentada uma garota morena. E aí que a viagem ficou curiosa.

Logo depois de passarmos por dois pontos, ela deu sinal para descer, mas por acaso era o mesmo ponto que eu deveria descer. O ônibus parou, descemos e começamos a caminhar na mesma direção na calçada, ela à frente. Eu acho meio estranho quando estou andando no mesmo sentido e muito perto de alguém na rua, sempre dou uma diminuída no passo pra dar uma distância. Como era noite e não tinha ninguém na rua, achei melhor atravessar a rua. Eu teria que fazer isso de qualquer maneira. Nisso ela já tinha dado umas duas olhadas pra trás, com aquele olhar de "tem um maníaco me seguindo".

Mais à frente ela cruzou a rua para meu lado e voltou a andar na minha frente, na mesma direção. Em seguida eu teria que virar à esquerda na praça, para andar mais duas quadras e virar na minha rua. Ela fez exatamente isso! E eu, obviamente, fui atrás, por mera coincidência de caminhos! Ela deu outra olhada pra trás, apertou o passo.

Fui seguindo-a, cumprimentei o guarda, e quando viramos na nossa rua (a essa altura ela já era uma vizinha) ela andou até o meu prédio! O nosso prédio. Caramba! E aí ela meio que enlouqueceu. Abriu o portão quase correndo, subiu a escada da entrada, entrou no prédio e bateu a porta atrás dela. Subiu as escadas feito doida pois nosso prédio não possui elevadores. Eu com a maior calma fui entrando, abrindo tudo com as minhas chaves. Estava me sentindo o próprio Maníaco do Parque. Ela morava pelo menos a um andar acima do meu, então não a vi mais. Quando estava abrindo a porta do meu apartamento, a ouvi trancar a sua com pressa e depois foi só silêncio. Sinistro.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Twittermania

"Em uma bela manhã de verão, eu resolvi instalar o TwitterFox no meu browser e acabei entrando pra um mundo bem divertido da internet. O problema? Viciei."

A primeira vez que ouvi falar do Twitter já faz algum tempo, provavelmente mais de um ano. Era definido como sendo um microblog, porquê lá se posta uma informação bem curta, de até 140 caracteres por vez. Confesso que cheguei a escrever no bicnhinho algumas vezes sem entender direito. Não dá pra ser muito criativo e elaborado em um espaço tão curto! E daí eu pensava: mas que coisa inútil. O máximo que conseguia pensar em colocar lá era algo como "Hoje está sol."

Acontece que eu não tinha até então captado a essência da brincadeira. Foi só depois de algum tempo quando comecei a ouvir falar disso em diversas midias que eu saquei a idéia do site. Eu poderia dizer hoje que o twitter não tem nada a ver com microblog. Parece mais um leitor de rss de notícias dos amigos (ou de qualquer um que você estiver seguindo). É o Google Reader social. Na sua home (ou no meu caso, na janelinha do TwitterFox) aparecem as "últimas notícias" do que está acontecendo no escritório de uma amiga, na viagem de um colega, ou qual a novidade mais recente daquela festa que você curte (e segue no Twitter). Informações que de outra maneira você não ficaria sabendo com tanta praticidade!

Mas o Twitter não é só isso. Como é possível mandar respostas diretamente para outros usuários, e isso é público para todo mundo que segue você, às vezes a dinâmica acaba se tornando a de uma sala de bate papo! Cheguei a postar lá, outro dia, que o Twitter é o novo chat do UOL. Mas é meio surreal, porquê não é todo mundo que enxerga o que todo mundo escreve. Você só vê na sua página quem você segue. É bizarro... e é divertido.

Outra coisa que às vezes noto é que as pessoas postam lá pensando que estão em um divã. Que todo mundo ama falar de si mesmo e de seus problemas, isso é ponto pacífico. Mas no Twitter chega a ser engraçado. É só amanhecer um dia meio cinza, que o site transborda com mensagens do tipo "quero dormir o dia todo" ou "porquê essas horas não passam, hein gente?". Enfim, parece um Muro das Lamentações. Sem contar as pessoas que postam a cada três segundos: Está trocando de roupa? Twitter. Está comendo? Twitter. Está cag...

Apesar desses detalhes mínimos, é divertido. O pessoal também manda coisas interessantes, como notícias fresquinhas ou até em primeira mão, se for postado por alguém com algum acesso privilegiado, links interessantes ou engraçados que alguém achou pela net, dicas de baladas ou lugares legais, algo que está acontecendo ao vivo postado de algum celular, etc. Até teve o caso do avião que pousou no rio em Nova Iorque, e teve umas fotos do acidente postadas quase que ao vivo via TwitPic. E tem também alguns sites que fazem brincadeiras com os posts dos outros, como o Twitternacama. Vale a pena conferir.

O endereço da minha página no Twitter é: http://twitter.com/tiagodj
(os últimos updates estão aí na barra lateral do blog)

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Sexta-feira

Faz tempo que não amanhece uma sexta dessas aqui em São Paulo, então a melhor coisa é aproveitar! Bom fim de semana, galera!

Legenda da foto: esse lado é a Zona Sul de São Paulo. Começa aqui embaixo no Jardins e vai até lá a Serra do Mar! Depois é praia! Vontade, hein?

PS.: Digitar com esse teclado do Nokia E71 é uma belezinha! Postar no blog nunca foi tão fácil! ;)

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Baladas em lugares inusitados

Estava eu aqui no MSN conversando com minha amiga Dani, do Blog Ótemo, quando tivemos a idéia deste post. Sim, porque (agora é sem acento!) depois de aaaaaaaaanos saindo na night ao redor do mundo, acho que temos material de pesquisa suficiente!

O assunto começou com essa daqui:

Balada no cinema
. Nesse fim de semana acontece mais uma edição do NokiaTrends, que dessa vez vai ser no Cine Marrocos, lá no centrão de São Paulo. Nunca fui lá, admito, mas tenho muita vontade! E logo de cara já me surgiu a questão: balada no cinema? Mas... e as poltronas?! Só indo lá pra conferir!

Balada na ponte.
Quando estive em Paris, há uns seis meses atrás, estava acontecendo a Nuit Blanche, que é uma festa muito interessante, da onde surgiu inclusive nossa Virada Cultural. Como lá todo mundo literalmente põe a banda pra fora e começa a tocar, qualquer lugar na cidade luz era potencialmente um lugar pra balada. Estávamos lá em uma ponte, que por sua vez estava bombando de gente, quando me passa uma "escola de samba" (na medida do possível, claro). Por uma meia hora aquilo virou uma festa! Bem legal. Lá também existe uma balada embaixo de uma das pontes (de acordo com uma amiga que é fã de carteirinha da França). Mas esse país não é o único privilegiado. Quando estive em Budapeste, também vi por lá uma balada que foi montada na beira do rio que corta a cidade, praticamente sob uma ponte. E pra não esquecer das terras brazucas, há uns anos atrás aconteciam algumas festas em uma espécie de ponte que liga o Estádio do Pacaembu com o outro lado da rua... os carros passavam embaixo e viam toda aquela luz piscando e o som rolando. Era interessante!

Balada na cobertura
. Essa não é tão inusitada assim, mas merece menção. Já toquei algumas vezes na cobertura de um prédio aqui na Av. Paulista, e nem é preciso dizer que a vista lá de cima é incrível. A festa do casamento do meu melhor amigo (não é um trocadilho com o filme!) foi no Terraço Itália, que dispensa comentários, e a Dani também comentou que frequenta umas festas em uma cobertura quadriplex (nunca tinha ouvido falar disso...) em um prédio na Praça da República. Além disso, quando estive em Riga, Letônia, uns noruegueses me falaram que tinha um restaurante/balada lá que era na cobertura de um prédio também. Mas essa fica pra quem for lá conferir.

Balada na piscina
. Essa seria "comum", se não fosse o detalhe. No meu aniversário de uns 3 anos atrás, eu comemorei na casa dos meus pais, que na época estava ainda em construção. A festa foi legal, muita gente, muita bebida. E com essa combinação bombástica, veio a idéia brilhante: dançar dentro da piscina! Detalhes: a piscina estava vazia e inacabada. Resumindo, era um enorme buraco no chão cheio de bêbados dançando! Foi memorável!

Balada no porão. Há alguns anos atrás toquei em uma festa do Senac, que foi alí no Ipiranga, se não me falha a memória. Ocupava uma casa antiga inteira, e por isso tinha três ambientes: um com música ao vivo, um lounge e o mais legal de todos: o porão, que rolava música eletrônica e foi onde eu atuei. O lugar tinha o teto bem baixo (alguém com mais de 1,90 m não caberia lá, acho), as paredes todas com tijolos aparentes e a cabine do DJ era literalmente em um buraco, que deveria ter sido alguma espécie de dispensa, nos tempos mais remotos. Parecia que tínhamos voltado uns 200 anos no tempo! Ah, claro, pra entrar nessa pista tinha que passar agachado por um túnel que começava no quintal. Surreal! O pior (ou melhor) é que fez sucesso! O povo adorava descer lá!

Balada no escritório. Uma vez, quando eu trabalhava na Vila Olímpia em uma empresa de TI (melhor não citar o nome), fizemos uma festa dentro do escritório! A razão é que estávamos de mudança para um maior, e quando o antigo ficou sem os móveis... aquele espaço todo... não deu outra, no dia seguinte o povo comprou a cerveja, eu levei o som, e fizemos uma balada! Quem disse que escritório não é divertido?

Balada no carro. Essa, por razões óbvias, tinha pouca gente. No caso, éramos quatro. Há alguns reveillons atrás, depois da virada e de muito champagne, o povo no condomínio onde minha prima tem casa, na praia de Guaratuba (São Sebastio/SP), foi dormir. Ficamos eu, ela, o namorado dela e minha outra prima ouvindo música lá no gramado, com o som do carro ligado. Não demorou muito pra algumas pessoas "idosas" virem reclamar. Pô, era reveillon! Mas enfim... qual foi a solução? Entrou todo mundo no carro, com mais umas garrafas, e ficamos lá dentro na maior festa!


Bem, não consigo lembrar de mais nada, mas tenho certeza que existem muito mais histórias assim pra serem contadas. E você, qual a balada mais inusitada que você já pegou ou ouviu falar? Deixe um comment explicando-se!

E bora pra balada, que hoje é sexta!

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Trabalhando na Paulista

Depois de quase 3 anos, estou de volta trabalhando aqui na Av. Paulista. E à primeira vista ja notei que as coisas estão um pouco diferentes. Antes, eu trabalhava na esquina da Al. Santos x Al. Campinas. Ok, tecnicamente não é na Paulista, mas vá lá. Hoje estou na própria, na esquina com a Al. Casa Branca, bem ao lado do Parque Trianon (foto) e em frente ao MASP.

Logo de cara notei a calçada nova. Aliás, deram um belo tapa no visual todo. Ficou MUITO bom, parece até primeiro mundo! Me lembrou as grandes avenidas de Frankfurt, na Alemanha, que também estão todas novinhas. A calçada tem até uma espécie de trilha em alto-relevo para os cegos. Só faltou o sinalizador sonoro nos semáforos.

Um fato curioso da Paulista é como ela é eclética. Tem gente de tudo quanto é lugar, e níveis sociais, e todo mundo convive numa boa. Desde o Metrô até os restaurantes. Estes últimos com buffets para comer à vontade e preços variando de R$ 6,50 (Av. Paulista, 1499) à R$ 24,20 (restaurante do MASP). Aliás, este restaurante do MASP é de ótima qualidade, com uma mesa de saladas incrível.

Mas o que mais gostei até agora é a vista daqui da mesa onde eu fico no escritório (foto). Estamos no 17 andar, e como ao lado tem o parque, não há prédios bloqueando a vista do bairro do Jardins. É possível ver atéééé o horizonte, em dias claros! Trabalhar de frente pra essa vista é demais!

E por fim, estar por aqui tem certas vantagens. Posso vir trabalhar de Metrô, o que é mais barato, mais saudável e menos poluente. Consegui pegar um filme da Mostra no Cine Bombril e assistir a um lançamento no Reserva Cultural com o cinema quase vazio! Sem contar o "novo" StandCenter alí, na esquina com a Pamplona.

Estar em um lugar realmente bem estruturado faz toda a diferença! Trabalhar por aqui fez aumentar ainda mais o amor que sinto por essa cidade, ao ponto de eu até cogitar minha vontade de morar fora do país.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Primeiro dia de trabalho...

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Selva de Pedra

Todo mundo sabe que São Paulo tem fama de selva de pedra, e isso de certa maneira é verdade. Eu amo morar aqui, e conheço poucos lugares no mundo pelos quais eu trocaria essa vida, mesmo com todos os problemas que existe. Mas nesse quesito - concreto - a minha cidade tem sim um pequeno probleminha. O fato é que há pouquíssima área verde por aqui.

Eu parcialmente tenho sorte e parcialmente escolhi um bom lugar para morar. Lá perto de casa, no bairro da Vila Madalena, as ruas são bem arborizadas e pertinho tem o parque Villa Lobos e a Cidade Universitária. Dois lugares enormes e com bastante verde. A parte de sorte vem de eu trabalhar em um prédio que fica em frente a uma praça relativamente grande, com árvores grandes e tudo mais. A vista daqui da janela é bem bacana. Ou melhor, era.

O atual prefeito Sr. Kassab [nada] está, como muitos notaram, trocando o pavimento de várias calçadas pela cidade. A pracinha perto de casa foi toda reformada, por exemplo. E essa daqui na frente do prédio onde trabalho está em vias de. Acontece que alguém esqueceu da natureza quando fez o projeto desta reforma (ou então esse alguém tem uma fábrica de tijolos e/ou de concreto, vai saber...).

Repare nesta foto que tirei com meu celular (por isso, me desculpem a baixa qualidade).


Notou aquele enorme disco cinza bem no meio da praça? Pois é, isto não estava aí até semana passada. E ao invés de fazer um belo gramado, com algumas pedrinhas para caminhar e alguns bancos para se sentar, a prefeitura fez um enorme bloco de concreto impermeável e feio. Pode uma coisa dessas? É tão grotesco, parece até uma área para pouso de discos voadores. Sem contar a calçada nova, que tem o dobro da largura da original (repare na faixa que foi removida a grama e agora está só com terra... é até ali que a nova calçada vai enlargar). Ah, vale lembrar que não passa muita gente por aquele lado da rua. A grande maioria das pessoas caminha pelo lado de cá, onde estão os estabelecimentos comerciais... e tem uma calçada minúscula porque permitiram a construção dos prédios a apenas cerca de 50 cm da rua em alguns pontos!

São detalhes bobos? Talvez. Sou crítico? Sim, sou virginiano! Demais? Acho que não. Neste caso não. Faça a sua parte. Pense bem antes de votar. A cidade e eu agradecemos! :-)